sexta-feira, 1 de março de 2013

Mundo perfeito - pero no mucho

Ou: afinal, o que é distopia?

(daqui)



Imagine um mundo onde todas as pessoas possuem trabalho, moradia e direitos iguais. Ou um mundo onde, a partir de certa idade você pode passar por uma espécie de cirurgia para se tornar uma pessoa perfeita. Deveria ser incrível, não? Quase um sonho.



Eis a má notícia: Nem sempre. E é aí que surge a distopia (ou antiutopia).

Enquanto a utopia se trata da idealização de um mundo perfeito, onde tudo funciona (e funciona bem!) e todos vivem satisfeitos, a distopia é o contrário disso.

As histórias distópicas podem ocorrer num passado, presente ou futuro paralelo e, apesar de parecerem perfeitas, há sempre algo ou alguém controlando a sociedade ou manipulando-a. As regras presentes nos enredos, apesar de parecerem benéficas para a maioria, acabam favorecendo apenas uma minoria e, além disso, tecnologia é usada pelo Estado, instituições ou corporações para oprimir toda uma população.

Basicamente:

(daqui)


O papel da distopia, porém, é fazer com que questionemos nossos valores, nosso papel político e na sociedade. Os livros distópicos fazem com que amadureçamos nosso lado crítico, com que vejamos mais da nossa própria sociedade do que conseguíamos.

Nos últimos tempos, alguns livros têm sido lançados e atingido o público mais jovem. É o caso da trilogia de Jogos Vorazes e das séries Feios, Starters e Destino. Tais obras, porém, têm caminhado juntas com os clássicos distópicos e influenciado pessoas a aprofundar seu interesse nesse gênero literário. É o caso de 1984 (clássico responsável pela expressão/ideia de "Big Brother"), Admirável Mundo Novo, Fahrenheit 451, A Revolução dos Bichos e V de Vingança (série de romances gráficos escrita por Alan Moore).

Nós pretendemos nos aprofundar no gênero para apresentar mais características dele para vocês, mas enquanto isso, que tal conhecer alguns livros excelentes dessa categoria para uma futura discussão?


Veja mais dicas aqui.
Divirta-se lendo!





3 comentários:

  1. Eu não tenho realmente um gosto especial por nenhum gênero literário, mas boa parte dos livros de distopia que eu li eu gostei. Pensando bem no que você disse, que distopia é o contrário de utopia (e eu também acho que seja), a sociedade distópica deveria ser aquela desorganizada, em ruínas, com um governo decadente, muita pobreza, etc. Entretanto, como você já explicou também, a "distopia" na literatura não funciona bem assim, ela geralmente simboliza uma sociedade aparentemente pacífica, em que vários problemas foram solucionados - e os novos problemas que decorreram disso são ignorados pela maior parte da população e tal. Acho então que é meio que uma "liberdade poética" essa denominação, você não concorda?
    A despeito da classificação, os livros que você mencionou são ótimos. 1984 eu demorei ler, mas finalmente li e adorei o final. A Revolução dos Bichos todo mundo devia ler pra entender um pouco melhor sobre fazendas, digo, sobre política (e a narrativa é ótima). Eu também incluiria Admirável Mundo Novo, acho que se encaixa. A criatividade do Huxley é... admirável! rs
    Fahrenheit 451 eu vi a adaptação cinematográfica e gostei pra caramba da história. Infelizmente, a Anna me disse que não gostou tanto da forma como o livro foi escrito... (irônico, não?)
    Starters eu ganhei, preciso ler. V de Vingança só vi o filme e gostei muito. Feios/Perfeitos/etc. só ouvi falar bem, mas ainda não tive a oportunidade de ver se eu gosto.
    O último livro que eu li nessa linha foi Divergente. Não vou fazer uma resenha na caixa de comentários, mas, em resumo, é bem YA e muito Jogos Vorazes também. A ideia de facções no livro é até que interessante, dia desses me peguei imaginando pra qual facção tal pessoa iria. haha

    ResponderExcluir
  2. 1984 é, provavelmente, minha distopia preferida até agora. Nutro uma paixão por ela que, olha... Indico pra todo mundo.

    A revolução dos Bichos e Admirável Mundo Novo são livros que quero muito ler, assim como Fahrenheit 451 (pois é, ainda não li todos os clássicos, rs). Starters é ótimo! Quando ler, me/nos conte o que achou! E também adoraria ver uma resenha sua sobre Divergente!

    ResponderExcluir
  3. Estava eu viajando pela "internê" quando me deparei com o blog e a primeira coisa que vi foi esse post. Por questão de "Distopia é meu gênero favorito" vim aqui curiar.
    Eu não sei se muito a favor dessas novas distopias. Acho que pelo fato de serem indicadas aos novos leitores, digo, leitores mais jovens, eles não tem a maturidade ideal para compreender as críticas por trás das obras.

    (Faço essa afirmação conforme as "resenhas" que andei lendo por aí)

    Me tornei grande fã do George Orwell depois que li 1984. Já havia lido A Revolução dos Bichos no ensino médio e não tinha dado tanto valor quanto deveria, justamente pelo fato de não ter maturidade o suficiente para entender. Depois de 1984, Fahrenheit é meu livro favorito. Infelizmente não terminei de ler Admirável Mundo Novo (Acho uma leitura massante) mas farei um esforço maior. V de Vingança foi tema do meu TCC na faculdade, cujo objetivo era Desenvolver o pensamento crítico em estudantes do ensino médio por meio da HQ em inglês.
    Talvez as distopia sejam úteis pra desenvolver esse pensamento crítico nos jovens com o auxílio da escola. Talvez como uma experiência compartilhada. Acho que seria mais proveitoso, mais válido e valoroso para a obra e o leitor.

    ResponderExcluir